Luiz MacPontes
Ele, nos seus olhos a timidez,
Viveu ledo – um filho cordial –
Muitos escrúpulos, intrepidez ;
Simples, bastáva-lhe o trivial
E o guri amadurecia,
Virtuoso, imperturbável,
Um arco de luz se distendia,
Distendia-se o inevitável
Ele – estóico – seus braços abriu,
De seus juízos ninguém soube,
E a vida; a vida lhe sorriu,
Abriu-se-lhe, sim, e ele coube
Revestido de rara coragem,
Encontrou nos passos a cadência,
E não cerrou, na sua viagem,
Os portais da sua essência
Mas guarda no peito suas dores,
Feito sua mãe; nada, nada diz,
Nem mesmo sobre os seus amores,
Não se sabe se ele é feliz
Glória a Deus! Que de longe o trouxe
Quando ele não era o que é,
O mal do qual nunc'ele queixou-se
Transmutou-se num dilúvio de fé