Luiz MacPontes
Ela, com seus braços voadores,
Gemeu febril – filha desencanto –
E no estandarte dos vencedores,
Triunfante, enxugou seu pranto
Há no arco-iris muitas cores
Que jamais se deixam enternecer,
Assim como na vida há dores,
E nas dores : um novo renascer
Ela, com seu sorriso juvenil,
Entrelaçava momentos d'oiro,
Distante, presente e gentil,
Anelava um tempo vindoiro
Sim, quando o vínculo trágico
Que atrela a mágoa ao amor
Fenecer num momento mágico,
Dissipar-se-á, outrossim, a dor
No entanto, enquanto esperava,
Subtraía-se, minha branquinha,
Seus sonhos com lágrimas regava,
Mas semeou uma sementinha
Então, o Deus das causas extremas,
Desfez o nó – o amor prorrompeu:
As gêmeas, dádivas supremas!
Por fim, a mão do Pai a socorreu