Luiz MacPontes
Ela, dos meus hartos cromossomas
Vingou joliz, a primeira fêmea
― Moleque lesto ― e das palomas
A mais traquinas, minh’alma gêmea…
Sob o páramo do sudoeste,
Cérulo e níveo ― no litoral ―
Não vi vicejar a inconteste
Têmpera de titânio e cristal…
Porquanto no outro hemisfério,
Entre misteres, entre mofinas,
Lavráva-me a pele o cautério
Do tempo ― no sopé das colinas.
Ela ― a quem eu sonhei sopitar ―
Só adormecia nos meus sonhos…
Onde os sinos cessam de badalar
Pra escutar os seus risos tristonhos,
Risos ― que repicam como os sinos ―
Quando do vértice das catedrais
Despertam os súplices meninos,
E as meninas que não choram jamais.
Oh ! na ausência jazia a sevícia
Que sobr’ela edificava umbrais,
Por onde passaria a propícia
Ventura ― que une ― os filhos aos pais.